As pragas
Ácaros de bolbos: Com tempo quente e seco, estas aranhas minúsculas (menos de 1 mm de comprimento) em forma de pera devoram as folhas das dálias, frésias, gladíolos, lírios, que se deformam e rasgamempedaços. O crescimento das plantas abranda bastante. Estas temíveispragas, bastante prolíficas, tambémpenetram no interior dos bolbos, ondehibernam. Furampassagens, o que provoca deformações. Os tecidosdanificadossãofrequentementeinfetados por bactériasou fungos que provocam o apodrecimento do bolbo.
EscaravelhoLiliocerislilii: Caracterizado pela suacorvermelha viva e a suapredileção pelos lírios e fritilárias, este crisomelídeocom menos de 1 cm de comprimento é prejudicial devido à sua larva, que destrói as folhas e fura os botõesflorais.
Lesmas: Com tempo húmido durante a estação, lesmas e caracóispodem criar alguns buracos semgravidadenasfolhas, mas no início do seucrescimento, as pequenaslesmascinzentasconseguem aniquilar a totalidade dos novosrebentos de um grande número de bolbos de flores, sobretudo as espéciesestivais.
Mosca dos narcisos: Nofim da primavera, os adultos, que parecemzangões, põem ovos no colo de todas as espéciesbolbosas existentes nestaestação. As larvas penetram no bolbo, onde se alimentam, o que provoca lesões que depressairãoapodrecer o bolbo. Existemduasgerações por ano, e a segunda ataca a canna, dália, gladíolo, etc.
Pulgão da tulipa: Esteinseto reside entre as escamas dos lírios e debaixo da membrana dos bolbos de tulipas emconservação. Quando o bolbo é plantado, a praga migra, invadindo os caulesflorais. A planta definha e deforma-se com o efeito das picadelas. É frequentementeafetada por umvírus transmitido pelo pulgão. Outrasespécies de pulgõestambém se mostram bastante agressivasperante as dálias.
Tisanópteros: Estesinsetos minúsculos (1 mm de comprimento) picam os tecidos das flores e das folhas, o que enfraquece as plantas. A saliva tóxica dos tisanópteros provoca manchas brancas e deformações dos caulesemcrescimento. Tambémpenetram no centro dos bolbos (sobretudo nos Liliaceae: jacinto, tulipa), ondeconsomem as reservas e as picadelas repetidas provocam o apodrecimento.
Roedores: No inverno, ratos e arganazesalimentam-se de boa vontade dos bolbos que encontram no solo, mostrando umapredileção pelas tulipas. Ao que parece, a associaçãocom narcisos e galanthusnivalis pode ter umefeitoprotetor porque estas plantas (tal como a maioria das amarilidáceas) segregamsubstâncias tóxicas de dissuadem os roedores de as consumir.
As doenças
Apodrecimento: Vários fungos provocam o amolecimento e escurecimento dos bolbosquando as condições de cultivo sãodesadequadas (solo bastante húmido e compacto) ouapós a atividade de insetos picadores-sugadores. Os bolbos atacados sãodestruídosrapidamente.